domingo, 22 de abril de 2012

Que saudade!

Que saudades!

Como pode alguém sentir saudades do que nunca houve?
Como pode alguém sentir saudades do que nem viveu?
É como estou hoje, com saudades!
Morrendo de saudades dos sonhos que criei,
chorando de saudades das horas que imaginei,
das histórias que sonhei.
Hoje estou assim,
querendo que o tempo vá para onde eu quero,
para onde ele nunca esteve.
Mas a saudade é tanta que me paralisa,
é muita saudade
e nem aconteceu
e nada eu vivi.
Como se pode sentir saudades de uma época que não existiu?
De fantasias e de promessas que nunca se concretizaram?
Por que sentir saudades de um futuro inventado
quando há um presente imenso para se viver?
Mas não se manda no coração.
O coração é pretensioso e quase sempre faz o que quer,
a razão até tenta dominar, mas raramente consegue.
E por causa do coração a gente faz um monte de besteira
e fica esperando, esperando...
Esperando que tudo volte a ser como antigamente...
Ou pior,
que tudo seja como criamos em nossos
sonhos mais recorrentes.


Germana Facundo


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