Um dia, todo mundo tem que atravessar seus desertos.
Momentos onde a solidão se faz tão intensa que parece ter um corpo e uma presença própria. A dor faz o tempo ficar lento, demorado, e tudo parece parar.
É neste momento, que o ser humano descobre o peso do fardo do tempo, os fortes encontram a escada espiritual que os fará subir e compreender as sutilezas e nuances do processo de estar contido nesta existência, os fracos se perdem em lamentações, saem buscando os culpados e revisando os possíveis erros do passado.
Percorrem infinitos labirintos de conjecturas mentais de tudo aquilo que "deveriam ou poderiam" ter feito na vida e que não fizeram. Aí está a diferença entre passar pelo deserto e o permanecer nele.


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